Cristóvão Colombo

Colombo estava errado, por isso descobriu a América, mas sem sabê-lo. Seu feito, entretanto, teve imensas consequências históricas. O navegador foi premiado por sua ousadia e perseverança, coisa dos grandes conquistadores. Morreu sem reconhecimento e sem estar convencido de que tinha descoberto um Novo Mundo.

É claro que já tinha muita gente aqui quando ele chegou, há vários milênios. Além disso, pesquisas arqueológicas revelam que os vikings estiveram no litoral leste da América do Norte, por volta do início do século 11. Para os europeus do século 15, entretanto, essas terras eram desconhecidas.

Cristóvão Colombo nasceu em 1451, mas não se sabe onde. Tradicionalmente diz-se que era genovês. Entretanto, pesquisas mostram que ele talvez fosse português. Existem até dúvidas com relação ao seu verdadeiro nome, pois não se conhece textos em que ele tenha assinado como Colombo (ou Colón).

Cristóvão tinha dois irmãos, que também se tornaram navegadores. Era filho do tecelão Domenico Colombo e cresceu em sua cidade natal. Gênova era um grande porto, na época. Não se conhece muito sobre sua educação, mas adquiriu os conhecimentos necessários para se tornar um bom cartógrafo e excelente navegador.

Em 1472, com apenas 21 anos, comandou uma das galés genovesas, em combate contra o reino de Aragão, parte da atual Espanha. Ainda jovem participou de várias viagens comerciais pelo Mediterrâneo.

Em 1476, uma esquadra comercial genovesa foi atacada e o navio em que Colombo se encontrava naufragou. Colombo conseguiu chegar até a costa de Portugal e lá ficou por nove anos, até 1485. Na época, Portugal era a maior potência marítima da Europa e desenvolvia tecnologias de navegação, buscando chegar às Índias por mar, contornando a África.

Bartolomeu Colombo, irmão de Cristóvão, morava em Lisboa, nessa época. Os dois trabalharam como cartógrafos e depois tornaram-se comerciantes.

Em 1479, Cristóvão casou-se com Felipa Moniz, filha do falecido Bartolomeu Moniz Perestrelo, capitão da ilha de Porto Santo, no arquipélago da Madeira. Nessa ilha, o casal teve seu filho Diogo. A biblioteca do sogro era rica em mapas e textos sobre navegações e ele deparou-se com ideias de cosmógrafos, como Toscanelli, que atribuíam à Terra uma circunferência bem menor que a real.

Colombo amadureceu ideias de se chegar às Índias navegando sempre para o ocidente, até atingir o reino do Cipango (Japão). Ele apresentou seu projeto a D. João II, rei de Portugal, mas os conselheiros do rei sabiam que existiam dúvidas sobre a real circunferência da Terra, além disso, eles acreditavam que, em breve, poderiam chegar às Índias, contornando-se a África.

Em 1486, com a recusa portuguesa, Colombo apresentou seu projeto aos reis da Espanha, que também recusaram. Ele também apresentou seu projeto na França e na Inglaterra e todos recusaram.

Em 1488, os portugueses demonstraram a possibilidade de se chegar as Índias, por mar, contornando-se a África.

Em 1492, a rainha Isabel, da Espanha, decideu apoiar o projeto de Colombo, que partiu em 3 de agosto do mesmo ano, com três naus: Santa Maria, Niña e Pinta. Em 12 de outubro, avistaram uma das ilhas das Bahamas, depois exploraram também parte de Cuba e do Haiti. Colombo acreditava ter chegado em Cipango (Japão) e chamou de índios seus habitantes.

Retornou no início de 1493. Passou por Lisboa e relatou suas descobertas. Os portugueses perceberam que as terras encontradas por Colombo pertenciam a Portugal, segundo o Tratado de Alcáçovas. Os portugueses quase entraram em guerra coma Espanha para defender seus direitos, até que negociações levaram os dois reinos a assinarem o Tratado de Tordesilhas, em 1494.

Em novembro de 1493, Colombo retornou às terras descobertas, explorando outras ilhas do Caribe, mas sem encontrar as riquezas que buscava, nem os povos referidos por Marco Polo. Fundou o povoado La Isabela, na atual República Dominicana.

Em 1498, fez sua terceira viagem, quando explorou parte da costa da América Central e Venezuela. Ao regressar, foi preso em 1500.

Em 1501, os portugueses enviaram uma missão exploradora às terras descobertas por Cabral, com a participação de Américo Vespúcio. Foi possivelmente após essa viagem, que alguns começaram a desconfiar que as Índias de Colombo seriam, na verdade, outras terras. Mas esse processo de entendimento levou alguns anos. O cartógrafo Johannes Ruysch, por exemplo, em seu mapa de 1507, registrou que o Mundo Novo era a Terra de Santa Cruz e acreditava que o Japão estava nas Antilhas.

Em 1502, Colombo conseguiu realizar uma quarta viagem e explorou parte de Honduras e a costa do Panamá. Ele acreditava estar na Indochina e procurava uma passagem para o Oceano Índico. Regressou em 1504, ainda achando de que tinha chegado às Índias. Seu prestígio, entretanto, estava muito abalado por não ter trazido as riquezas prometidas.

Faleceu, em 1506, abandonado e sem estar convencido de que as terras descobertas eram um Novo Mundo.

Mais: a América do cartógrafo alemão Waldseemüller

 

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Cristovao Colombo

 

Cristóvão Colombo, em bela escultura de 1855, no Rio Vermelho, em Salvador. Adquirida para decorar o chafariz do Largo do Theatro, atual Praça Castro Alves.

Colombo é tradicionalmente representado sem barba, mas na Espanha era descrito como louro ou ruivo, de olhos azuis, com sardas, estatura acima da média e usava barba. Colombo nunca posou para ser retratado.

No Brasil, monumentos a Colombo são raros.

 

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A América é um continente dividido em quatro partes: América do Sul, América Central, América do Norte e Antilhas. Originalmente, o nome foi dado, em 1507, a apenas uma parte da América do Sul, que incluía parte do Brasil (sem a Região Sul) e sua extensão até a costa do Oceano Pacífico, que também era desconhecida dos europeus. A América original não incluía as terras descobertas por Colombo.

 

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Por Jonildo Bacelar

 

 

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